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por nina rosa

Bolsas de NY sobem com boas notícias nos setores imobiliário e bancário

junho 2, 2009 em Economia, corretor de imóveis, crise econômica, mercado brasileiro, mercado imobiliário, mundo por nina rosa

da Folha Online

As Bolsas americanas abriram em alta nesta terça-feira, repercutindo positivamente notícias de dois dos setores mais atingidos pela crise no país, o bancário e o imobiliário.

Às 11h25 (horário de Brasília), o Dow Jones Industrial Average –principal indicador da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês)– subia 0,35%, para 8.752,40 pontos, enquanto o ampliado S&P 500 ganhava 0,28%, para 945,47 unidades. Na Bolsa tecnológica Nasdaq, o indicador Nasdaq Composite tinha alta de 0,48%, para 1.837,50 pontos.

O principal motivo para o otimismo vem do setor imobiliário. As vendas pendentes de casas nos EUA cresceram 6,7% em abril, em sua maior taxa desde outubro de 2001, segundo levantamento do instituto privado NAR (Associação Nacional de Corretores de Imóveis, na sigla em inglês). O índice teve leitura de 90,3 pontos no mês passado ante 84,6 pontos em março. Economistas estimavam que o índice teria leitura de 85 pontos.

Já os bancos ganham otimismo com o anúncio do Bank of America, principal banco americano em termos de ativos, de que já levantou US$ 33 bilhões em fundos próprios –ou seja, quase todo o valor exigido pelo governo americano após o teste de estresse com os principais bancos do país. O Bank of America é o banco, segundo o teste, que mais precisava levantar recursos, a US$ 33,9 bilhões.

O mercado ainda repercute a informação de que a GM (General Motors), que entrou em concordata ontem, fechou um acordo preliminar para a venda da Hummer. Além disso, a empresa informou que há 16 interessados em outra marca da empresa, a Saturn. Com a venda dessas marcas, a GM procura levantar recursos e se enxugar para concluir o seu processo de reestruturação.

por nina rosa

Corretor de Imóveis : DIEESE aborda a importância do mercado interno na recuperação do Brasil

junho 2, 2009 em Uncategorized por nina rosa

No II Congresso Nacional da Nova Central Sindical de Trabalhadores, em Luziânia, GO, em 28 maio, o economista do DIEESE, Sérgio Mendonça, com a palestra A crise mundial e seus impactos no emprego e na economia brasileira, afirmou que “estamos vivendo a maior crise desde 1929. Não haveria como imaginar essa crise sem uma recessão mundial”, afirma. Para ele, alguns poucos países escaparam, como a China e a Índia. O Brasil, por sua vez, deve terminar o ano com uma desaceleração em seu crescimento. Apesar de haver índices de crescimento recente, segundo Mendonça, “não fomos capazes de distribuir renda. A ideia neoliberal: menos estado, mais mercado, dominou os últimos anos gerando um colapso de valores”, explica. Mas o economista é otimista em relação à crise, disse que ela será uma oportunidade para a sociedade reagir de forma profunda e contundente.

Em sua opinião, o Brasil pode dar a volta por cima de forma mais rápida se focar em dois pontos: o primeiro seria a reavaliação no padrão de consumo da humanidade, priorizando o valor do meio-ambiente. Para Mendonça, essa é uma crise de valores e o mundo não tem capacidade, “fôlego ambiental” para aguentar a depredação humana.

O segundo ponto seria a de que o Brasil tem um trunfo em suas mãos: o mercado interno que culmina 70% da economia brasileira. No entanto, é necessário investir nesse mercado dando continuidade às políticas públicas, reduzindo a taxa de juros, mais financiamentos e maiores níveis de emprego. “Se voltarmos a crescer a partir de 2010, vamos ser um dos primeiros países a retomar o crescimento” analisa. “Este é um ano de resistência e extrema importância na reivindicação, negociação e luta pelos salários, trabalho e emprego, em uma negociação coletiva entre trabalhadores e dirigentes no embate contra a crise econômica mundial” completa.